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	<title>FAPEAM &#187; Entrevistas</title>
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	<description>Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas</description>
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		<title>Trajetória na Ciência- Entrevista com a pesquisadora Vera Val</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2021 18:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data de reflexão e que marca a luta [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000">O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é uma data de reflexão e que marca a luta pela igualdade de gênero na sociedade. Em 2020, a Fapeam incluiu em seu calendário o movimento Mulheres e Meninas na Ciência, que neste ano traz o tema “A cientista que sou saúda a cientista que mora em você”, propondo a empatia entre mulheres e meninas para estimular uma maior presença das mulheres na ciência e na gestão de projetos científicos.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">Com intuito  de compartilhar histórias e experiências de mulheres cientistas que desenvolvem pesquisas no Amazonas, a </span>equipe de comunicação da Fapeam entrevistou a pesquisadora  do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa-MCTIC), Vera Val.</p>
<p style="text-align: justify"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Dra.-Vera-Val-Lancamento-Short-Notes-INCT-ADAPTA-Fotos-erico-X.-_-19.jpg"><img class="  wp-image-89349 alignright" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Dra.-Vera-Val-Lancamento-Short-Notes-INCT-ADAPTA-Fotos-erico-X.-_-19-1024x683.jpg" alt="Dra. Vera Val - Lançamento Short Notes - INCT ADAPTA  - Fotos Érico X. _-19" width="351" height="234" /></a>Vera Val tem pós-doutorado  em adaptações bioquímicas ao meio ambiente, com foco de pesquisa na utilização de ferramentas  modernas para entender como os peixes se adaptam às mudanças ambientais naturais e antrópicas. Com interesse pelo processo evolutivo dos peixes da Amazônia. Confira a entrevista!</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1. Como surgiu a sua história com a ciência?</strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Venho de uma família onde a profissão do ensino predominava – avó professora, mãe professora, tias professoras, o que inicialmente me fez pensar em ser professora. Além disso, tive professoras nos cursos primário, ginasial e colegial (como se chamavam à época) que marcaram muito meu aprendizado e influenciaram minhas escolhas. Muito me agradava desenhar e eu sempre fui forte em matemática e ciências exatas. Depois de crescida, o mundo girando em minha volta, muitas profissões atraentes, almejei ser arquiteta, em função da minha facilidade com exatas e desenho. Entretanto, sempre houve uma quedinha para a natureza em mim. Meu pai foi, durante muito tempo, chefe da carteira agrícola do Banco do Brasil em Mogi das Cruzes (estado de SP) onde morei até meus 12 anos, a qual hoje em dia é um grande Polo Hortifrutigranjeiro dos mais produtivos do país. Acompanhava muito as visitas a sítios produtores de frutos, granjas produtoras de frangos; visitávamos qualquer empreendimento que havia recebido financiamento porque meu pai fazia questão de acompanhar <em>in loco</em> a aplicação dos recursos. Pêssegos embrulhados em saquinhos de papel – um a um – em árvores era uma das maneiras que os produtores encontravam para evitar pragas. Galinhas com óculos para não olhar para frente e evitar bicadas nas demais (isso porque eram criadas em grande densidade), o que hoje já não ocorre. Tudo isso me encantava na infância. Assim, o bichinho da agronomia me vinha à mente de vez em quando. Até que, ao cursar o terceiro ano do colegial (o que hoje é denominado segundo grau) a biologia me pegou pra valer. Tanto o professor do Colégio Estadual (naquela época as escolas públicas eram bastante fortes) como todos os professores de biologia do “Cursinho para Vestibular” que eu frequentava à noite, levaram a me apaixonar por biologia e então, mesmo não sendo uma carreira atrativa do ponto de vista financeiro, eu me joguei de cabeça.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000"> Sabia que iria ser professora de qualquer jeito e talvez conseguisse me tornar uma pesquisadora, quiçá uma cientista!! Assim foi que, no ano seguinte, lá estava eu saindo de casa para frequentar uma Universidade Federal (à época, bastante nova) em São Carlos, cidade a duas horas de Campinas, onde cursei ginásio e colegial. Muita aventura pra mim, com 18 anos. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Ao final do primeiro ano já havia mergulhado de cabeça no mundo dos seres vivos, da origem da vida, da Ecologia (forte vertente do curso na UFSCar) e foi assim que iniciei um estágio voluntário em um laboratório que desenvolvia trabalhos científicos, optei pelo Bacharelado e segui carreira, realizando, também na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), meu mestrado em Ecologia e Recursos Naturais (o qual realizei com bolsa independente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo   (Fapesp). O mestrado me deu chance de aprender muito com meu orientador, o saudoso Dr. Arno Rudi Schwantes, que entendia muito de evolução. As disciplinas também me deram muita base para o que viria a trabalhar no futuro. Ali, o avanço teórico que recebi foi muito forte, tanto em ecologia, como em bioquímica, teoria de sistemas, evolução. E foi então que iniciei meus trabalhos de campo e laboratório. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><strong><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">2. E a sua carreira no Inpa, especificamente, como tudo começou?</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Quando estava quase finalizando meu mestrado, houve um convite para participar de um programa denominado “Programa do Trópico Úmido” que abriu chances de migrar para locais onde havia poucos pesquisadores e que necessitavam recursos humanos com alguma qualificação além da graduação. Conhecemos o programa enquanto trabalhávamos no projeto temático ‘Tipologia dos Lagos’, que monitorou, por muitos anos, todos os aspectos limnológicos (ecologia aquática) em lagos formados por usinas hidroelétricas (UHE) em todas as bacias hidrográficas do estado de São Paulo. O projeto, financiado pela Fapesp, foi subdividido por regiões das bacias e nós trabalhamos durante dois anos e meio nas UHE dos rios Paraná e Pardo/Grande – esta era a terminologia que utilizamos à época – hoje muita coisa mudou. Durante o projeto eu realizei as coletas do meu mestrado que comparou peixes de ambientes lênticos (lagos de UHE) e lóticos (cachoeiras e corredeiras) sempre procurando estabelecer uma correlação dos animais com o ambiente, linha de trabalho que sigo até hoje; <em>Adaptações ao Meio Ambiente</em>. Durante esta fase, os dirigentes do Programa do Tropico Úmido me convidaram para migrar para Manaus e trabalhar no Inpa!! Eu havia pensado que eles iriam me convidar para trabalhar no Bioma do Pantanal e ao final me convidaram para trabalhar no Bioma Amazônia. Eu e mais dois colegas, um deles atualmente meu parceiro de trabalho e esposo, aceitamos e viemos em 1981. Assim, nós viemos com o intuito de trabalhar em outro grande Projeto, denominado “Projeto Jaraqui”; um projeto também enorme, com muitas abordagens de estudo; sempre com o intuito de um dia voltar para SP. Mas, como diz o caboclo – ‘bebeu água e comeu jaraqui, fica aqui’. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">A chegada foi a fase mais difícil pra mim. O Inpa era um mundo à parte e Manaus era uma cidade com costumes muito diferentes pra nós. Até nos adaptarmos foi bastante difícil. O que nos ajudava era o trabalho que só crescia, nunca diminuía e conhecer a floresta e os rios foi muito bom! A natureza nos encantou de tal maneira; a diversidade da floresta, de animais e a dimensão dos rios foram as características mais impressionantes pra mim. Ver o Rio Negro e ver o encontro das águas com o rio Solimões que é um fenômeno que turistas gostam de ver, nos despertou muitas perguntas como biólogos e pesquisadores. Até hoje nossa principal abordagem na ciência é como os peixes se adaptam a ambientes tão diferentes e como a história evolutiva levou a tal diversidade de espécies de peixes. De lá pra cá, muito foi estudado e descoberto, mas a cada descoberta surgia uma infinidade de novas perguntas; isso não acaba nunca!! </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">O Inpa  também nos deu uma oportunidade única – a de realizar nosso doutorado e, depois, de atuar nos cursos de pós-graduação como professores orientadores. Ensinar estudantes desde a graduação, antes deles ingressarem na pós-graduação e, depois, orientar mestrandos e doutorandos foram e continuam sendo, para mim, meu maior prêmio. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><strong><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">3. Quais foram as  conquistas mais marcantes ao longo da sua carreira?</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Bem, as características mais marcantes ao longo de minha carreira científica foram muitas, mas um dos fenômenos que nos impulsionou durante nossos estudos foi o fato das águas da Amazônia apresentarem uma grande variação no oxigênio dissolvido na água; desde anoxia (total ausência de oxigênio à noite em alguns tipos de ambientes), hipóxia (disponibilidade de oxigênio muito baixa durante boa parte do dia e do ano), até hiperóxia (excesso de oxigênio, em particular durante o dia). </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Meus estudos abordam as adaptações ao meio ambiente e, em parte, dão subsídios à conservação de espécies. São 40 anos de trabalhos realizados com genética de populações para entender diversos processos, inclusive a formação de novas espécies, estudando metabolismo e suas alterações perante mudanças ambientais, aplicando este conhecimento em aquicultura (peixes em ambientes de cativeiro), em particular de espécies economicamente importantes como o tambaqui, sempre utilizando técnicas modernas e nos preocupando com a ação do ser humano sobre o meio ambiente, onde a poluição industrial e urbana são presentes. Na última década, nos dedicamos bastante a estudar mudanças climáticas e, para tanto, participamos de um INCT (INCT-Adapta) que fornece infraestrutura moderna para experimentos em que os peixes podem ser submetidos a salas onde o clima (temperatura, CO<strong><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">₂</span></strong><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit"> e Umidade) é controlado para os diferentes cenários previstos pelo IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), tanto para 2050 como para o ano de 2100, tendo como controle os parâmetros medidos na floresta natural a cada dois minutos.</span></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Eu sempre tive como meta a divulgação científica e, durante este período, realizamos vários eventos para dar mais coesão e estímulo aos cursos de PG. Por fim, realizamos uma exposição num Shopping Center de Manaus, ação financiada pela recém-criada Fapeam. A exposição foi um sucesso! Comemoramos então, os 30 anos de PG no INPA. Daqui a dois anos, serão 50 anos de pós-graduação que o Inpa impulsiona os cursos de Pós-Graduação visando cada vez mais a melhoria dos cursos!</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">O INPA é um mundo à parte até hoje e entre altos e baixos em financiamentos e pessoal qualificado, vamos nos ajudando e mantendo nossas tradições. Hoje, o Inpa conta, também, com um curso de Mestrado profissionalizante sobre Gestão de Áreas Protegidas (MPGAP), o qual vem realizando um excelente trabalho. Como lembrado, em 2023, a PG do Inpa comemorará 50 anos de criação de seu primeiro curso de PG – mestrado e doutorado em Botânica!</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="color: #000000"><strong><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">4-  Na sua visão, como você enxerga a participação de mulheres na produção científica no Amazonas?</span></strong></span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">As mulheres cientistas que atualmente trabalham na Amazônia são bastante produtivas e boas captadoras de recursos para desenvolver suas pesquisas. Muitas se destacam em suas áreas e oferecem ao mundo mais conhecimento de qualidade sobre a Amazônia e suas características. São, obviamente, reconhecidas internacionalmente e quase todas, senão todas, têm parcerias com pesquisadores e instituições internacionais. Devemos ter orgulho de sermos mulheres atuando na Amazônia. Algumas alcançaram o status de Bolsistas de Pesquisa 1A do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com seus próprios méritos, e algumas são membros titulares eleitos para a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o que muito me orgulha.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Há, logicamente, um desequilíbrio na concessão de recursos, títulos e também na participação em cargos de chefia, coordenação ou diretoria. Além disso, a mulher que atua na ciência na Amazônia tem que produzir muito para ser reconhecida e a maioria de minhas colegas que começaram no Inpa quando eu comecei, é muito produtiva e exerce sua profissão com muito sucesso, também tendo passado pela maternidade. Há muitas pesquisadoras de destaque, também, nas Universidades e Institutos de Pesquisas nos estados da região norte, e estas são reconhecidas internacionalmente. </span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Portanto, eu enxergo a participação das mulheres na produção científica no estado do Amazonas como muito boa, podendo melhorar em quantidade (somos poucas perante o resto do país e do mundo), mas não deixando a desejar em qualidade e alcance, pois todas deixam legados muito importantes para a região. </span></p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #000000"><span style="font-style: inherit">5- O que você diria para uma mulher/menina que está no começo da carreira de pesquisadora científica?</span></span></strong></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Eu diria o que sempre digo para todos os meus estudantes: “never giveup” (nunca desista). Persista em seu caminho. Não se apequene perante as adversidades da vida. Você vai encontrar muita injustiça durante sua vida, com você e com pessoas que te cercam. Algumas vezes, de pessoas, sejam homens ou mulheres, as quais têm poder e não sabem exercê-lo, outras, de colegas (também homens ou mulheres) que são desleais. Mas reflita, pense em todos os cenários possíveis do que aconteceu e que poderiam ter acontecido, e desenhe seu caminho futuro, se reinvente.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Também, sempre se sinta acolhida por aqueles que te formaram, ensinaram, te apontaram o caminho certo e que te amam. Nunca pense que você está sozinha, sem proteção. Resista a pressões, não permita abusos, não importa de quem seja, de um colega ou de um chefe. Por mais poder que esta pessoa tenha, você terá sempre amparo e proteção das pessoas à sua volta. Denuncie.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">O empoderamento feminino passa por não se subjugar e não subjugar ninguém. A mulher não quer substituir o homem, não quer tomar seu lugar; quer, sim, caminhar junto e ter as mesmas oportunidades e direitos.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Por fim, eu diria: seja sempre um peixe que não tem garras, mas nada pra frente e segue sua meta; nunca se comporte como um polvo, cheio de tentáculos para abraçar mais do que pode, e fica parado no mesmo lugar sem ir a lugar algum.</span></p>
<p style="text-align: justify"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit;color: #000000">Deixo aqui, uma frase que li recentemente como introito de um livro escrito por Melinda Gates, que destacou o que disse uma mulher sábia: </span><span style="color: #000000"><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">“<em>Nosso maior medo é sermos poderosas além da medida</em>” –</span><span style="font-style: inherit;font-weight: inherit">Marianne Williamson.</span></span></p>
<p style="text-align: right">Por: Jessie Silva</p>
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		<title>O papel da incubadora de empresa no incentivo à inovação tecnológica</title>
		<link>https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/o-papel-da-incubadora-de-empresa-no-incentivo-a-inovacao-tecnologica/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Dec 2020 18:44:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify" align="center">O incentivo ao empreendedorismo inovador para o fortalecimento do ecossistema de inovação faz parte das linhas de ação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O fomento é por meio  de programas específicos  que estimulam o empreendedorismo de base tecnológica no Amazonas. Um deles é o Programa de Apoio à Incubadoras (Pró-Incubadoras), que apoia com recursos financeiros a estruturação, o desenvolvimento e a interação de incubadoras de empresas, novas e existentes, para que estejam alinhadas ao Modelo de Centros de Referência para Apoio a Novos Empreendimentos (Cerne), de forma a ampliar, expressivamente, o número e a qualidade de empreendimentos inovadores no Estado do Amazonas.</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify" align="center">A equipe do Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) entrevistou o  professor e coordenador da incubadora de empresas da Universidade do Estado do Amazonas (UEA)  Sálvio Costa, que tem projeto apoiado pela Fapeam no âmbito do Pró-Incubadoras. Boa leitura!</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align: justify"><b>1-  </b><b>O que é uma incubadora de empresas? </b></p>
<div id="attachment_88007" style="width: 332px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/12.02.2019-VISITA-ANPROTEC-UEA-FOTOS-BARBARA-BRITO_-47.jpg"><img class="wp-image-88007" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/12/12.02.2019-VISITA-ANPROTEC-UEA-FOTOS-BARBARA-BRITO_-47-1024x683.jpg" alt="12.02.2019 - VISITA ANPROTEC UEA - FOTOS BARBARA BRITO_-47" width="322" height="215" /></a><p class="wp-caption-text">Sálvio Costa- coordenador da Incubadora da UEA</p></div>
<p class="x_MsoNormal">A incubadora é um órgão da UEA que  funciona como programa de apoio a empreendedores com ideias inovadoras, mas com todo suporte  desde a questão de espaço físico até mentorias, assim  como também em assessoria na parte de gestão. Temos o objetivo de fazer com que esse empreendedor se torne numa média de dois anos, período que fica incubado, um empresário de sucesso. Para isso, fazemos com  que o empreendedor  receba todo apoio para que consiga seguir com a sua empresa. Ajudamos  com o marketing, área jurídica e até mesmo na parte técnica, se for o caso, desenvolvendo a inovação tecnológica do produto que ele está aprimorando. O fato de estarmos na universidade facilita, porque já temos mestres e doutores, que são pessoas que trilham no caminho da ciência e têm conhecimento da inovação para dispor para esse empreendedor e  até em alguns laboratórios para fazer testes e desenvolver produtos, protótipos e etc.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraph"><b>2-  </b><b>Como você avalia o papel das universidades na cultura empreendedora?</b><b></b></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">Eu digo que o papel das universidades é crucial, porque a cultura empreendedora precisa ser disseminada não só na universidade, mas desde o ensino médio. Não empreender no sentido de abrir negócios, mas empreender no sentido de inovar, no sentido de levar as coisas adiante. Vejo na universidade, uma forma de lapidar esse espírito empreendedor que pode ser inoculado ainda no ensino médio e na universidade ele já vai atrás das ferramentas, já vai conhecer um pouco do mundo do empreendedorismo, quem sabe o mundo do empresariado e fazer com que ele entenda que empreender como empresário é uma opção de carreira. A universidade pode formar cidadãos para serem autônomos, funcionários de empresas privadas, mas também para serem empresários. Então, essa cultura empreendedora precisa ser disseminada e eu acredito que dentro da universidade tem ferramentas para fazer isso. Professores que entendem e laboratório para inovação que estão diretamente ligado a essa questão do empreendedorismo.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify"><b>3-  A Fapeam oferta, por meio de editais, programas específicos voltados para inovação tecnológica. Atualmente, com apoio da Fapeam, você coordena a incubadora de empresas da UEA. D</b><b>e que forma você destaca o papel das </b><b>agências de fomento para o incentivo do ecossistema de inovação?</b><b></b></p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify">A Fapeam tem demonstrado grande apoio, por meio de vários editais de fomento, não apenas  para as incubadoras, mas para o ecossistema de inovação como um todo. Com o trabalho voltado  para o empreendedorismo inovador e também estimulando a pesquisa que traz inovação. Eu diria que as agências de fomento são cruciais para manter esse ecossistema vivo. Dentro do ecossistema, se ele não tiver esse apoio fica desequilibrado. É algo fundamental, acredito que a Fapeam tem feito um excelente trabalho no nosso ecossistema,porque a partir desse estímulo, dessas ideias, desses recursos injetados na inovação, seja em <em>startups,</em> seja em pesquisa para o desenvolvimento de ideias, produtos e soluções, isso faz com que o ecossistema gire. É o governo fazendo a roda girar para que possamos nos desenvolver e fortalecer a economia do nosso estado.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify">Atualmente, estamos com recursos do Pró-Incubadoras do edital 010/2019 para que a incubadora da UEA se certifique no Cerne, uma certificação nacional de referência de incubadoras de excelência. Mais uma vez mostra que a Fapeam reconhece a importância do investimento nesse ecossistema que faz com ideias se transformem em realidades e empresas autossustentadas.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify"><b>4-  </b><b>Quantas empresas participam, hoje, na Incubadora de Empresas da UEA?</b></p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align: justify">A incubadora da UEA, hoje,  funciona em Manaus e outra está no processo de implantação no município de Itacoatiara. Somos uma incubadora sistêmica, ou seja, é uma incubadora única para toda universidade. Então, onde tiver unidades da UEA podemos ter unidade de incubação. Mas hoje está funcionando,efetivamente, em Manaus ligada à Escola de Ciências Sociais da UEA. Temos  cinco empresas residentes, em funcionamento com contrato ativo, e cinco empresas que estão alocadas dentro do espaço da incubadora na universidade. Pretendemos dobrar isso com recursos que recebemos do programa Pró- Incubadoras da Fapeam no ano de 2019.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpFirst" style="text-align: justify"><b>5-  </b><b>Em sua opinião qual o cenário atual de incubadoras de empresas em nossa região?</b></p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpMiddle" style="text-align: justify">Eu diria que é crucial o papel das incubadoras. Se olharmos o processo de maturação de uma ideia inovadora  percebemos que há muitas iniciativas, tanto de universidades e de <em>coworking</em>, quanto de entidades para-governamentais ou até mesmo governamentais, mas elas são muito embrionárias, muito na ideação. Precisamos que essas ideias sejam maturadas, que sejam transformadas em negócios, que possam se autossustentar, com a geração de emprego, renda, lucro para sociedade, recolhimento de impostos e devolver para a sociedade esse investimento que foi feito. Acredito que no cenário atual das incubadoras precisamos ter mais apoio no sentido de parcerias. Já temos bastante da Fapeam,  que já realizou três editais para nos ajudar enquanto incubadoras, mas ainda acho que precisamos crescer mais. Precisa ser entendido, que em alguns momentos, ter apenas a  ideia não vai colocar a empresa para frente. Essa empresa precisa ter um apoio mais especializado. Contratar uma consultoria na área de marketing, direito tributário, administrativo, direito trabalhistas, finanças e contadores, por exemplo, tudo isso sai muito caro para uma empresa que está iniciando, principalmente na área de inovação onde tudo é muito arriscado e novo. Então, o cenário hoje eu acredito que apesar de termos muitas incubadoras em Manaus e estamos nos unindo em muitas ações por meio  da Rede Amazônica de Instituições em prol do Empreendedorismo e da Inovação (Rami) que organiza e coordena isso.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align: justify"><strong>6-  </strong><strong>Qual a diferença de um startup para uma incubadora de empresa?</strong></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">A <em>startup</em> é um tipo de empresa, um modelo de empresas nas quais as incubadoras tendem a querer incubar, porque normalmente estão ligadas à área de inovação. As incubadoras são organismos que ajudam negócios inovadores exatamente pelo risco, dependendo de ser s<em>tartup</em> ou não. Um negócio de base tecnológica, ou mesmo, uma economia mais tradicional se for inovadora  tem risco.  A incubadora serve esse suporte para que nesse negócio arriscado o empreendedor possa focar no produto, no serviço, na tecnologia e  vamos ajudá-lo a  se desenvolver enquanto empreendedor empresário. Eu diria que hoje as incubadoras abrigam essas<em> startups</em> para que elas no futuro se consolidem e virem grandes empresas.</p>
<p class="x_gmail-MsoListParagraphCxSpLast" style="text-align: justify"><strong>7-  </strong><strong>Qual mensagem você pode deixar para quem pretende iniciar  sua  empresa ?</strong></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">Primeiro, tem que ter uma ideia inovadora e inovação não é sinônimo de impeditivo, as pessoas às vezes têm muito medo disso. Inovação é agregar valor ao que já existe, às vezes a pessoa tem uma ideia inovadora, mas  fica com receio de apresentar para uma incubadora, porque  pensa que tem que ser algo como descobrir a roda e não é.  Tem que ser inovador no sentido de ser algo que agregue valor ao que já tenha no mercado,  porque se a empresa não tem competitividade, não tem motivo para uma incubadora apoiar empresas que já fazem o que todas fazem no mercado.</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">Segundo, tem que ter dedicação ao seu empreendimento, espírito empreendedor, vontade de trabalhar na sua<em> startup,</em> no seu negócio. Uma<em> startup </em>não é brinquedo e empresa não é brincadeira. Quanto mais a pessoa se dedica na empresa, maior a possibilidade de sucesso  ela vai ter. Ouvir e seguir as orientações das incubadoras ao empreendedor terá maior possibilidade  de ter uma empresa bem sucedida em menos tempo.</p>
<p class="x_MsoNormal">Esse é o conselho que dou para quem quer entrar em uma incubadora, que não vá apenas atrás de espaços físicos, não é isso, a incubadora tem um papel muito importante do que só fornecer espaço físico. Queremos desenvolver empresas e para isso as pessoas precisam estar dispostas a trabalhar nas suas empresas. Para depois daqui um ou dois anos  possam empregar  de forma direta e indiretamente, fortalecendo a economia, comprando de fornecedores, vendendo produtos inovadores, vendendo tecnologia, essa é a ideia.</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: right">Por: Jessie Silva</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: right">Fotos: Bárbara Brito</p>
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		<title>Cogumelos Comestíveis</title>
		<link>https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/pesquisadora-fala-sobre-sua-experiencia-com-cogumelos-comestiveis/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 18:27:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Com o sucesso da comida japonesa o mercado de cogumelos comestíveis ficou bem conhecido e, futuramente, pode ser uma boa [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify" align="center">Com o sucesso da comida japonesa o mercado de cogumelos comestíveis ficou bem conhecido e, futuramente, pode ser uma boa aposta para o cultivo e produção. O primeiro cultivo de cogumelo comestível<em>, </em>em escala experimental, foi realizado por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com o intuito de gerar um produto alimentício a partir da biodiversidade da floresta Amazônica.</p>
<p style="text-align: justify">A equipe do Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) conversou com <em>a </em> doutora em Botânica Ruby Vargas-Isla. A pesquisadora atua na área de cogumelos nativos comestíveis da Amazônia; é responsável pelo Fungário do Museu da Amazônia (Musa) e   integra o Grupo de Pesquisa “Cogumelos da Amazônia” liderado pela pesquisadora do Inpa, Noemia Kazue Ishikawa<strong>.</strong></p>
<div id="attachment_86488" style="width: 268px" class="wp-caption alignright"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Ruby-Vargas-Isla-Fotos-erico-Xavier_-42.jpg"><img class="  wp-image-86488" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Ruby-Vargas-Isla-Fotos-erico-Xavier_-42-1024x683.jpg" alt="Ruby Vargas-Isla - Fotos Érico Xavier_-42" width="258" height="172" /></a><p class="wp-caption-text">Ruby Vargas-Isla</p></div>
<p style="text-align: justify">Ruby  tem pesquisa apoiada pela Fapeam , por meio do Programa de Apoio à Fixação de Doutores no Amazonas (Fixam/Am), edital N°022/2013, com o tema “Produção de Lentinula raphanica, um cogumelo comestível da Amazônia, utilizando substratos regionais&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify">Atualmente a pesquisadora está desenvolvendo atividades agropecuárias no<strong> </strong>Centro de Produção Orgânica do Estado do Amazonas (Cenpoam),  na produção de produtos advindos de produção de base ecológica para futuramente  produzir “semente-inóculo”  para comercialização. Confira a <span class="markbhbekr2ai">entrevista</span>!</p>
<p style="text-align: justify"><strong>1-  </strong><strong>O que a despertou para a área do estudo dos fungos, a Micologia?</strong></p>
<p style="text-align: justify">O que mais me chamou a atenção foi a diversidade de cogumelos (formatos, cor, tamanhos e substratos) existentes na Amazônia. Em curtas caminhadas na floresta após um dia chuvoso, nos deparamos com os cogumelos. Observamos a floresta, animais o  homem que a habita e ignoramos a rede de fungos que se conecta neste ambiente sustentando a floresta. Outra coisa que despertou é o número muito baixo de profissionais que se dedicam a essa área muito importante que é a Micologia.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>2-  </strong><strong>Você tem um estudo com apoio da Fapeam, chamado “</strong><b>Produção de <em>Lentinula raphanica</em>, um cogumelo comestível da Amazônia, utilizando substratos regionais”</b><strong> acha que existe mercado de cogumelo comestível para nossa região?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Sim existe potencial na nossa região. Tanto para o mercado local, nacional e internacional, oriundos de cultivo e do extrativismo (povos tradicionais).</p>
<p style="text-align: justify">Em nossos levantamentos bibliográficos desde 1851 até o momento, cruzando os dados de quais espécies são comestíveis e quais têm ocorrência natural na Amazônia brasileira, chegamos ao número 50 espécies. Destes, nosso Grupo de Pesquisas Cogumelos da Amazônia já encontrou 26 espécies nas expedições e coletas nos últimos 15 anos.</p>
<p style="text-align: justify">Das 26 espécies, consideramos a <i>Lentinula raphanica</i> a mais saborosa e promissora para o cultivo. Esta espécie, encontrada pela primeira vez na Amazônia brasileira no ano de 2010, é parente próxima do shiitake (<i>Lentinula edodes</i>), cogumelo comestível que cresce em climas temperados e frios e é cultivado mundialmente em escala industrial. E com o desenvolvimento do projeto financiado pelo programa FIXAM-AM/FAPEAM o cultivo de <i>L. raphanica</i> foi considerado o primeiro cultivo em toras realizado a nível mundial.</p>
<p style="text-align: justify"><b><img class="  wp-image-86487 alignleft" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/09/Ruby-Vargas-Isla-Fotos-erico-Xavier_-24-1024x683.jpg" alt="Ruby Vargas-Isla - Fotos Érico Xavier_-24" width="313" height="209" />3-  </b><b>Quais os benefícios dos cogumelos comestíveis?</b></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">Os fungos nativos têm grande importância etnomicológica por ser um alimento muito apreciado pelos indígenas de diversos grupos étnicos na América Central e, em geral, pelos camponeses e ribeirinhos de regiões dos bosques úmidos. Há gerações vem coletando e preparando os cogumelos nativos (cozidos, embrulhados em folhas ou assados) os quais são considerados ou vistos como uma importante fonte de proteína. Na falta de peixe e carne de caça eles conseguem suprir a falta de proteína consumindo os cogumelos.</p>
<p style="text-align: justify">De forma geral os cogumelos são fontes de carboidratos, proteínas, vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes. Cerca de 90% do cogumelos fresco é água; dos 10% de matéria seca os valores de % dos componentes variam muito entre espécies de cogumelos, substrato que foi cultivado, tamanho e parte do cogumelo analisado; vale a pena enfatizar é que os cogumelos são capazes de sintetizar os nove aminoácidos essenciais, que nós humanos precisamos adquirir pela alimentação, porque nós não conseguimos sintetizar. Isso é muito importante aos vegetarianos e veganos. Pois eles não obtém alguns aminoácidos se alimentando apenas de vegetais.</p>
<p style="text-align: justify"><b>4-    </b><b> Existem muitas espécies de cogumelos, nem todos são comestíveis, quais os riscos que ele pode causar ao ser manuseado  sem nenhum critério de utilização?</b></p>
<p style="text-align: justify">O principal risco é intoxicação para quem consome cogumelos sem identificação. Pesquisas indicam que existem diferentes níveis de toxicidade, sendo alguns deles mortais. Para coletar cogumelos primeiro tem que ter treino no olhar, para isso precisa de muita prática e acompanhamento de uma pessoa treinada, pois muitas das espécies podem ser identificadas somente no laboratório. No caso da dúvida não consuma cogumelos.</p>
<p style="text-align: justify">A importância do conhecimento indígena é importante, pois eles são capazes de diferenciar cogumelos comestíveis e tóxicos, e passam o conhecimento de geração para geração.</p>
<p style="text-align: justify"><b>5-  </b><b>Como você avalia a importância do apoio de agências de fomento para a atividade científica?</b></p>
<p style="text-align: justify">Considero importante o fomento da pesquisa para ampliar a área de estudo considerando a Amazônia, bem como para o  incentivo  de  programas de extensão e popularização da ciência, por exemplo, POP C,T &amp; I, que particpei e foi  desenvolvido no Museu da Amazônia do qual participaram escolas do ensino da rede pública estadual e federal, assim como agricultores e técnicos extensionistas do Estado; a importância do apoio na publicação de material didático e paradidático.</p>
<p style="text-align: right"><em>Por: Jessie Silva</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Fotos: Érico Xavier</em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Conheça as diferenças entre os tipos de hepatites virais e como se prevenir da doença</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Aug 2020 15:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jessie Silva]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) instituiu 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais e, no Brasil, uma lei federal estabeleceu o “Julho Amarelo”, com o objetivo de promover ações relacionadas à luta contra as hepatites virais e alertar para a importância do diagnóstico precoce no combate a essas doenças.</p>
<p>No Amazonas, dados da Secretaria de Estado de  Saúde (Susam) apontam que em 2018 foram registrados 1.227 casos de hepatites virais. Em 2019 o número sobe para 1.460, um aumento de 233 casos em relação a 2018.</p>
<p>Para esclarecer as dúvidas sobre as Hepatites Virais, a equipe do Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) conversou com infectologista e pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Maria Paula Mourão. Confira a entrevista!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1) Quais as semelhanças entre os diferentes vírus causadores da hepatite?</strong></p>
<p>As hepatites virais podem ser causadas por diversos agentes patogênicos, mas principalmente pelos vírus A e E (de transmissão fecal-oral), B, C e D (de transmissão sexual, pelo sangue, pela gravidez ou pelo parto).</p>
<p>Em termos gerais, as hepatites de transmissão oral (A e E) costumam causar formas agudas e sintomáticas de infecção, mais comuns em crianças, adolescentes e, excepcionalmente em adultos jovens. O paciente se infecta ingerindo água ou alimento contaminado pelas fezes de uma pessoa infectada e desenvolve uma doença infecciosa com febre baixa, vômitos, dor abdominal, falta de apetite, fraqueza e, algumas vezes, icterícia (olhos, pele e urina bastante amarelados), geralmente de resolução espontânea e sem sequelas importantes. Em situações raras, pode ocorrer a forma fulminante, com destruição rápida do fígado e evolução para o óbito.</p>
<p>Nas hepatites de transmissão parenteral ou sexual (B, C e D), pode não ocorrer à apresentação aguda da doença. O vírus se instala no fígado de forma insidiosa e vai causando dano lento, ao longo de anos, sem que o paciente infectado perceba. Os sintomas mais evidentes costuma surgir na fase de doença crônica, muitas vezes com lesão já irreversível do fígado, como a cirrose ou o hepatocarcinoma. No processo de cronificação da hepatite, além do fígado, vários outros sistemas do organismo são afetados como os rins, os pulmões, o coração, o sistema hematológico e o sistema nervoso central, e os pacientes geralmente evoluem ao óbito por falência múltipla desses órgãos.</p>
<p><strong>2) Todas as Hepatites Virais têm um tipo de tratamento específico?</strong></p>
<p><strong> </strong>As hepatites de transmissão oral (A e E), por serem doenças auto-limitadas e sem complicações importantes, não demandam tratamento específico, apenas orientação dietética, repouso e sintomáticos para controle da febre e dos sintomas gastrointestinais.</p>
<p><strong> </strong>As hepatites de transmissão parenteral (B, C e D) demandam tratamento específico e regular com combinação de antivirais e outras medicações de suporte, podendo evoluir para a cura a depender do momento do diagnóstico, da resposta imunológica do paciente e da sensibilidade do vírus.</p>
<p><strong> </strong>Além disso, pacientes portadores de hepatites virais devem suspender o consumo de bebidas alcoólicas, medicamentos ou outras drogas (lícitas ou ilícitas, naturais ou sintéticas) com potencial tóxico para o fígado, a fim de minimizar a progressão da doença crônica.</p>
<p><strong> 3</strong><strong>) Além das vacinas existe outro método de prevenção dessas doenças?</strong></p>
<p><strong> </strong>Existe vacina para os vírus A e E, que não pertencem ao esquema vacinal preconizado no Brasil, mas estão disponíveis nas clínicas privadas de vacina, administrada em dose única, a partir dos 12 meses de idade, podendo-se fazer uma dose de reforço. Existe também a vacina para o vírus B, incorporada ao calendário nacional de imunização, gratuita, administrada em 3 doses sequenciais , a partir dos 6 meses de idade. Esta vacina protege contra o vírus B e também contra o vírus D, uma vez que este último depende do primeiro para se instalar e multiplicar no homem.</p>
<p>Além das vacinas, para a prevenção das hepatites de transmissão oral, é fundamental o cuidado com a água potável e os alimentos, bem como com a higiene após uso do banheiro, compartilhamento de pratos, copos, talheres e brinquedos, entre outros, em ambiente domiciliar ou escolar. Para as hepatites de transmissão parenteral, se faz importante a prática do sexo com preservativo, o uso individual de seringas, agulhas e outros materiais pérfuro-cortantes, a realização adequada dos exames de pré-natal e o cuidado com as transfusões de sangue e demais derivados.</p>
<p><strong> 4</strong><strong>) Quem tem ou teve hepatite pode engravidar e amamentar?</strong></p>
<p>Pode sim, desde que a doença esteja sob controle e com o devido acompanhamento médico.</p>
<p><strong> 5</strong><strong>)  O Brasil sancionou a </strong><a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/Lei/L13802.htm"><strong>Lei 13.802, de 2019</strong></a><strong>,  que estabeleceu a campanha “Julho Amarelo” que faz referência ao Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, 28 de julho, como você avalia essa iniciativa?</strong></p>
<p>Considerando que os vírus causadores de hepatite podem permanecer causando dano de forma silenciosa e, muitas vezes irreversível, as campanhas sensibilização e testagem em larga escala para hepatites virais são muito importantes e devem ser incentivadas para que a população seja conscientizada, e os portadores sejam dentificados, tratados, recuperados à medida do possível e se interrompa o ciclo de transmissão.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><strong>ATENÇÃO!</strong></span></p>
<p>Devido a pandemia do novo coronavírus, este ano, a testagem pode ser agendada por meio do telefone (92) 2127-3559. Os testes serão realizados até  30 de julho, das 13h às 17h. Serão adotados protocolos de segurança diferenciados, para garantir a segurança da população durante as testagens. As pessoas deverão usar máscaras e respeitar o distanciamento social.</p>
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		<title>INCT-Adapta – Estudos sobre organismos da biota aquática em relação às mudanças ambientais</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2020 20:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação relevantes para o desenvolvimento do Amazonas faz parte de uma das linhas de [&#8230;]</p>
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]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Apoiar projetos de ciência, tecnologia e inovação relevantes para o desenvolvimento do Amazonas faz parte de uma das linhas de ação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Neste contexto, um dos projetos amparados pela Fapeam é o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Centro de Estudos de Adaptações Aquáticas da Amazônia (INCT-Adapta), coordenado pelo pesquisador Adalberto Luis Val, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).</p>
<div id="attachment_85622" style="width: 423px" class="wp-caption alignright"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ADALBERTO-LUIS-VAL-FOTOS-eRICO-XAVIER-19.jpg"><img class="  wp-image-85622" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/07/ADALBERTO-LUIS-VAL-FOTOS-eRICO-XAVIER-19-1024x683.jpg" alt="ADALBERTO LUIS VAL - FOTOS ÉRICO XAVIER-19" width="413" height="276" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisador Adalberto Luis Val</p></div>
<p>Doutor em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa, com pós-doutorado na Universidade da Columbia Britânica, Canadá, o pesquisador estuda adaptações biológicas às mudanças ambientais, tanto aquelas de origem natural como aquelas causadas pelo homem.</p>
<p>Em entrevista ao Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon), Adalberto Luis Val, fala entre outros assuntos, sobre a criação e linhas de pesquisa do INCT-Adapta, possíveis interferências da epidemia do novo coronavírus nas pesquisas científicas, socialização da informação científica e o aporte da Fapeam para o desenvolvimento da pesquisa científica no Estado.</p>
<p><strong>1. O senhor coordena o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Centro de Estudos de Adaptações Aquáticas da Amazônia (INCT-Adapta) desde quando e o que o levou à criação deste centro de estudos?</strong></p>
<p>O INCT Adapta, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é parte do programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), um dos mais importantes programas brasileiros para mobilização dos principais grupos de pesquisas do país. Desde a década de 1980 o nosso grupo de pesquisas tem mantido intensa colaboração com grupos de pesquisas do Brasil e de outros países e constituía naturalmente uma rede ambiciosa de pesquisa e capacitação de pessoal e, por isso, prontamente nos apresentamos para a chamada. Além da competência dos vários grupos de pesquisas que compõem o INCT-Adapta, temos acesso a um laboratório natural sem paralelos, a bacia hidrográfica amazônica. As variações ambientais, incluindo as mudanças climáticas, são o foco principal da proposta, que inclui também outros aspectos relevantes como saúde, segurança alimentar, vida na água, entre outros.</p>
<p>A proposta inicial bem elaborada foi muito bem classificada no processo de avaliação e selecionada para financiamento. Os resultados do projeto foram muito além do que tínhamos proposto, o que levou a um conjunto importante de resultados robustos, tanto em termos de publicações como em termos de capacitação de pessoal e internacionalização.  A produção técnico-científica, a capacitação de pessoal de alto nível e a cooperação nacional e internacional no âmbito do INCT-Adapta têm sido estimulantes, demonstrando que é possível produzir as informações que precisamos aqui mesmo na Amazônia.</p>
<p><strong>2.  Quais as principais linhas de pesquisas realizadas no INCT-Adapta e quantos pesquisadores integram o centro de estudos?</strong></p>
<p>São nove as linhas de pesquisas desenhadas no âmbito do INCT Adapta. Elas contribuem para avanços no entendimento de como organismos da biota aquática se adaptam às mudanças ambientais, abrangendo as mudanças naturais e aquelas causadas pelo homem, incluindo as mudanças climáticas. A diversidade de mecanismos em todos os níveis da organização biológico é o alvo dessas linhas de pesquisas. No início era um pequeno grupo de pesquisadores que se agregou em torno da ideia e, hoje, são mais de 100 pesquisadores.</p>
<p><strong>3.  Quais os impactos que as pesquisas desenvolvidas no INCT-Adapta trazem para a sociedade?</strong></p>
<p>A produção de informações robustas sempre representa a base para a construção de novos momentos para os avanços tecnológicos e sociais. Toda informação robusta é importante. As informações produzidas até hoje no âmbito do Adapta têm forte conexão com vários dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) para 2030, destacando-se a capacitação de pessoal e a regulamentação ambiental. Como exemplos, respectivamente, a produção de informações para a otimização dos processos produtivos de peixes em ambientes de criação, envolvendo uso de pro e prebióticos, crescimento de peixes em tempos de mudanças climáticas, capacitação de pessoal para uso de equipamentos e tecnologias de última geração e envolvimento com a concepção e discussão do código florestal. É um orgulho para o grupo o envolvimento de profissional treinada no âmbito do INCT Adapta com o esforço estadual para o diagnóstico de pessoas infectadas com a Covid-19 nestes tempos de profundos desafios sanitários e sociais.</p>
<p><strong>4. Um dos projetos fomentados pela Fapeam no INCT- Adapta permitiu </strong><strong>a construção de salas climáticas onde vêm sendo testados os efeitos dos cenários ambientais futuros, sobre os peixes da região Amazônica, até 2100. Essas informações contribuem de que forma?</strong></p>
<p>Um conjunto relevante de informações já foi produzido acerca de peixes expostos aos cenários ambientais futuros, desde informações relativas à modulação da expressão de genes relacionados à adaptabilidade às temperaturas e níveis de dióxido de carbono mais altos, como previstos para o ano 2100, até informações relacionadas ao crescimento dos animais, ao efeito sinérgico de poluentes, ao custo energético dos ajustes fisiológicos e bioquímicos que podem interferir no bem-estar dos animais. Foram estudados peixes como o pirarucu, o tambaqui e espécies ornamentais. Além dos peixes, foram estudados os efeitos dos cenários climáticos futuros sobre plantas de várzea, bem como sobre os mosquitos vetores da malária. Os estudos nas câmaras climáticas estão em curso e ajudaram na concepção de alternativas para a produção de peixes (segurança alimentar) em cenários de mudanças climáticas, de estratégias para enfrentar os desafios das doenças tropicais, em particular a malária em tempos mais quentes, e a capacitação de pessoal para uso de tecnologias de última geração.</p>
<p><strong>5. Vivemos um cenário de pandemia! Isso tem provocado transformações no modo como os cientistas trabalham? Quais são as possíveis interferências da epidemia do novo coronavírus nas pesquisas científicas do INCT- Adapta ou de que forma os pesquisadores vêm se adaptando à nova realidade?</strong></p>
<p>Sofremos uma interrupção relevante. Forçosamente vários projetos e alguns experimentos de longo prazo foram interrompidos. Por outro lado, estamos aprendendo a trabalhar em períodos com novos desafios, longe do conforto de nossos laboratórios, onde as ideias podem ser testadas, podem ganhar vida, podem ser contrastadas com outras ideias. Há, definitivamente, um mudo imenso fora dos laboratórios do qual precisamos nos apropriar. Contudo, uma situação como essa causada pelo novo coronavírus nos impõe reflexões diversas e, para nós do INCT Adapta, permitiu reflexões acerca da importância dos estudos desenvolvidos, particularmente no que se refere ao que está escondido na biodiversidade Amazônica, aos microrganismos, vírus e bactérias, por exemplo, que podem “pular” para o homem, causando novos problemas. Quanto mais “desafiamos” a floresta, impondo aos organismos desafios adaptativos, estamos também impondo aos seus hospedeiros a busca de novos hospedeiros. Muitas zoonoses podem surgir por conta dessas ações antrópicas, incluindo as mudanças climáticas. As tecnologias de última geração permitem nos antecipar a esses desafios e para isso precisamos de pessoal qualificado. O trabalho remoto, por conta do cenário pandêmico, possibilitou mergulhar em uma literatura mais ampla, permitiu reflexões, permitiu desenhar novos experimentos e buscar meios mais efetivos para colocar a ciência no colo da sociedade. Permitiu que a sociedade percebesse a importância da Ciência.</p>
<p><strong>6. Na sua visão como avalia o papel da Fapeam no fomento da ciência, tecnologia e inovação no Amazonas?</strong></p>
<p>Sem exageros, o futuro é conhecimento dependente da ciência que é um processo dinâmico. A Fapeam, portanto, viabiliza o futuro, o nosso futuro. Isso requer trazer as demandas sociais para as “bancadas dos laboratórios”, requer apoiar a socialização das respostas a essas demandas sociais, requer a sensibilidade para a dinâmica própria da ciência e a sua interlocução com o<em> front</em> mundial da ciência. A Fapeam nasceu com esses e muitos outros desafios, a sua criação mostrou-se fundamental para nosso estado impor-se entre os que fazem ciência de alto nível, servindo de referencial e estímulo para o advento de outras FAPs aqui na Amazônia. Portanto, a Fapeam é o caminho seguro para o amanhã.</p>
<p><strong>7. Em uma entrevista o senhor disse que a ciência é uma atividade social que busca melhorar os processos de inclusão social através do conhecimento. De que forma socializar a informação científica?</strong></p>
<p>Sem dúvida, a ciência é uma atividade social com fins sociais. É uma atividade que ganha a partir de interações entre os pares, mas também com a sociedade. É sempre uma atividade de mão dupla, com o objetivo de trazer as questões que emergem dessa interação social para as bancadas dos laboratórios. A socialização da informação não é uma tarefa trivial, pois depende de informações robustas e da apropriação da informação pela sociedade que requer condições específicas. Quanto mais intensa é a apropriação da informação pela sociedade, mais intensos e efetivos são os processos de inclusão social. Assim, apoiar a ciência e sua socialização é de fundamental importância para uma sociedade mais justa e equânime.</p>
<p style="text-align: right"><em>Por: Helen de Melo</em></p>
<p style="text-align: right"><em>Fotos: Érico Xavier</em></p>
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		<title>Especialista destaca a importância da alimentação saudável durante a Pandemia</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2020 21:54:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Como ter uma alimentação balanceada em tempos de Pandemia? Embora ainda não exista nenhum estudo científico de algum nutriente específico [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify" align="center"><span style="color: #000000">Como ter uma alimentação balanceada em tempos de Pandemia? Embora ainda não exista nenhum estudo científico de algum nutriente específico que possa ajudar na cura ou tratamento da Covid-19, ter uma alimentação saudável ainda é o melhor caminho para o fortalecimento do sistema imunológico, o que poderá ajudar na recuperação de uma possível contaminação.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">O Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) conversou com a nutricionista e doutora em Alimentos e Nutrição, Geina Farias, que destacou a importância de uma alimentação saudável e equilibrada, principalmente  diante do quadro do novo coronovaírus (Covid-19).  Geina  contou com bolsa  da  Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) no mestrado e doutorado por meio do programa (RH – Interiorização) hoje é professora do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).</span> Confira a entrevista.</p>
<div id="attachment_85123" style="width: 169px" class="wp-caption alignright"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/Dra.-Geina-Faria-Ufam-Coari-Fotos-erico-X._-68.jpg"><img class="wp-image-85123" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/06/Dra.-Geina-Faria-Ufam-Coari-Fotos-erico-X._-68-683x1024.jpg" alt="Dra. Geina Faria - Ufam Coari - Fotos Érico X._-68" width="159" height="239" /></a><p class="wp-caption-text">Geina Faria- doutora em Alimentos e Nutrição</p></div>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify"><b> </b><b>1-   Qual recomendação para uma alimentação saudável nessa época de Pandemia?</b></p>
<p class="x_MsoNormal"><b> </b>Uma alimentação adequada e saudável é primordial para a manutenção da saúde e contribui para manter o sistema imunológico em ótimas condições. Durante uma pandemia a alimentação necessita de o cuidado redobrado, e nesse sentido é importante fazer melhores escolhas alimentares e optar por alimentos frescos e variados, ricos em vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos. É fundamental manter também uma boa hidratação. Além disso, devem ser adotadas medidas de higiene para evitar as contaminações.</p>
<p class="x_MsoNormal"><b>2- <span style="color: #000000">  Quais os alimentos mais recomendados e que ajudam aumentar a imunidade?</span></b></p>
<p><span style="color: #000000">Para estimular o sistema imunológico deve-se optar sempre por refeições coloridas e variadas.  Alimentos in natura e minimamente processados (frutas, legumes, verduras, cereais integrais, oleaginosas, proteínas) contém vitaminas, minerais, fibras e compostos bioativos que condicionam um sistema imunológico mais eficiente, com menor risco de doenças, desde que essa alimentação seja habitual. Destaca-se que a alimentação adequada e saudável é aliada da imunidade, mas não evita o contágio, por este motivo é importante que sejam adotadas as medidas preventivas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).</span></p>
<p><span style="color: #000000"><b>3-   Evitar o açúcar e produtos industrializados seria importante? Por que?</b></span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Apesar de durarem mais tempo e serem mais práticos, os alimentos industrializados tendem a ser menos nutritivos, mais calóricos, com maior percentual de gorduras, açúcares, sal, aditivos e conservantes. A alimentação baseada nesses produtos pode comprometer a imunidade e contribuir com o desenvolvimento de outras doenças como obesidade, diabetes e cardiopatias, consideradas fatores de risco para a Covid-19.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Além do impacto na saúde, a maior procura por alimentos industrializados em supermercados prejudica os pequenos agricultores. É importante valorizar circuitos locais de produção e consumo durante a pandemia pois são grandes aliados para uma alimentação adequada e saudável.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000"><b>4-   Tomar polivitamínicos pode melhorar a imunidade?</b></span></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">A suplementação de vitaminas e minerais deve ser previamente avaliada, orientada e supervisionada por um profissional médico ou nutricionista. Não existem evidências de que consumir quantidades extras de qualquer vitamina/mineral melhore o sistema imunológico ou faça a proteção para evitar deficiências de micronutrientes. Sem necessidade, a suplementação pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares e cânceres. Além do mais, o excesso de nutrientes no organismo pode ser tóxico.</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify">Uma alimentação balanceada é capaz de fornecer os nutrientes nas quantidades suficientes para a manutenção do sistema imune.</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify"><b> </b><b>5-    É verdade que o consumo de castanha do Pará ajuda na imunidade? Existem outros alimentos regionais que podem ajudar também?</b></p>
<p style="text-align: justify">É necessário lembrar que nenhum alimento/nutriente sozinho é capaz de contribuir na imunidade.</p>
<p style="text-align: justify">A castanha da Amazônia é considerada um alimento com alegação de propriedade funcional devido sua composição nutricional, com destaque para o selênio (poderoso antioxidante), que contribui para prevenção de doenças. Apesar disso, seu consumo não deve ser indiscriminado, para um adulto, recomenda-se<strong> </strong><strong>ingerir cerca de 55 mi<span style="color: #000000">crogramas de selênio por dia</span></strong><span style="color: #000000"><b>, </b>sendo<b> </b>o<strong> limite máximo permitido de 400 microgramas</strong>. Uma única castanha possui entre 200 a 400 microgramas. Portanto, quatro a sete vezes mais do que o recomendado por dia. Atenção: uma ingestão prolongada desse nutriente acima do limite pode resultar em uma quantidade excessiva de selênio no sangue, o que leva à condição tóxica.</span></p>
<p><span style="color: #000000">Uma alimentação variada e equilibrada contendo alimentos regionais como frutas (camu-camu, açaí, tucumã, cubiu, pupunha, etc), vegetais (couve, cheiro verde, feijão de corda, cariru, tomate, jerimum, macaxeira, etc,) e peixes regionais podem contribuir para uma vida saudável. É necessário atentar para as formas de preparo destes alimentos, evitando frituras, excesso de gorduras, sal e açúcares. Temperos naturais também devem ser priorizados.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000"><b>6-   Qual a importância de reforçar a vitamina C e D nesse momento? Quais os alimentos que podemos encontrar essas vitaminas?</b></span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Não existem evidências científicas que aumentar o consumo de vitaminas C e D, por exemplo, protege contra coronavírus.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Alimentos ricos em vitamina C, como camu-camu, acerola e frutas cítricas, devem ser consumidos regularmente, independente da pandemia. É importante consumir as frutas in natura, pois além dos nutrientes, contém fibras que ajudam na regulação do funcionamento intestinal. Frutas descascadas e sucos ricos em vitamina C devem ser consumidos imediatamente, pois durante o armazenamento a vitamina é perdida.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">O isolamento social pode contribuir com a baixa exposição solar, levando à deficiência de vitamina D. Essa vitamina é gratuita e pode ser obtida em um saudável banho de sol, nas primeiras horas do dia, visto que os alimentos fontes de vitamina D (carnes em geral, fígado, ovos, leite), não suprem a necessidade diária sozinhos.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">A alimentação variada e equilibrada é a melhor alternativa para ingestão de nutrientes essenciais para a imunidade (além das vitaminas C e D). É importante priorizar os alimentos in natura e diversificar ao máximo para aproveitar os nutrientes de cada um deles.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000"><b>7-   É importante manter o sono regulado para a imunidade?</b></span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Existe uma forte ligação entre o sono e o sistema imunológico. O sono que recupera o corpo é fundamental. As necessidades de sono variam de acordo com o indivíduo e com o ciclo da vida, a maioria dos adultos necessita de 7 a 8 horas por noite. Nas últimas décadas, porém, o tempo médio de sono caiu para menos de 7 horas por noite para adultos. Se a pessoa dorme menos do que seu corpo precisa, ela cria uma dívida de sono e consequentemente, a imunidade fica prejudicada. A melatonina produzida enquanto dormimos é responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico. Estudos demonstram que quem dorme menos de 7 horas por noite está mais propenso a contrair resfriados e doenças relacionadas, devido à diminuição da imunidade.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Especialistas do sono orientam que no período de quarentena é fundamental manter uma rotina de horário para ir para a cama e para acordar, além de evitar exposição excessiva aos equipamentos eletrônicos antes de ir dormir.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="color: #000000">8-   Para as pessoas do grupo de risco, como diabéticos e hipertensos, tem alimentos que devem ser evitados consumir? Qual orientação de alimentação saudável para essas pessoas</span>?</b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Assim como as medidas de isolamento que evitam a infecção, é fundamental redobrar os cuidados com a alimentação. Um pior estado nutricional pode deixar o organismo mais vulnerável e aumentar ainda o risco de complicações, caso haja infecção pela COVID-19.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">A alimentação baseada na comida de verdade (com ênfase em alimentos in natura e minimamente processados) pode ser uma aliada no tratamento e controle de várias doenças, como diabetes e hipertensão. Pessoas com diabetes e hipertensão devem evitar alimentos ultraprocessados (ricos em gorduras, açúcares, sal, conservantes, corantes e aditivos) e dar preferência aos alimentos in natura e minimamente processados, preparações mais saudáveis com temperos naturais. É importante priorizar os alimentos que estão na safra (incluindo os regionais) e os orgânicos (consumir de forma integral – cascas, talos – sempre que possível).</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="color: #000000">9-   Por conta da Pandemia, devemos evitar a frequência em locais de alta aglo</span>meração no caso, se a <span style="color: #000000">pessoa quiser congelar alimentos como legumes, frutas e verduras  seria uma boa opção ou perde ao valor nutricional?</span></b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Alguns alimentos in natura podem ser congelados, desde que previamente higienizados. Durante o congelamento há uma perda mínima de nutrientes e às vezes ocorre mudança na coloração e textura do alimento.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Para conservar melhor legumes e folhas, o branqueamento é uma técnica fácil e muito interessante. Para branquear os alimentos, deve-se colocá-los em água fervente por até um minuto (dependendo da consistência do alimento, pode ser um pouco mais de tempo) e depois mergulhá-los imediatamente na água bem fria ou com gelo, pelo mesmo período, dando um choque térmico, evitando que os alimentos cozinhem demais. Essa técnica preserva o valor nutricional, a coloração, o sabor e evita o desperdício, pois reduz a carga microbiana e diminui a ação enzimática natural que amadurece e estraga o alimento. Com isso aumenta o tempo de vida útil, ajudando na conservação. Após branqueamento, os alimentos podem ser congelados.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">O congelamento de alimentos é recomendado por até 3 meses e é importante colocar etiquetas de identificação do alimento e data de congelamento para controle. Após congelamento, não é recomendável o descongelamento para a utilização dos vegetais, deve-se utilizá-los diretamente na panela ou liquidificador (caso de frutas para sucos e vitaminas). Algumas frutas como abacate e banana que escurecem ao entrar em contato com o oxigênio, devem ser cortadas, embaladas imediatamente para serem levadas ao congelador ou freezer. As demais frutas sem escurecimento enzimático podem ser porcionadas e congeladas.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Folhas (como couve, cheiro verde) não podem ser descongeladas e precisam ser usadas direto do congelador para a panela ou liquidificador (no caso de usar a couve em sucos).</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000"><b>10- Os cuidados do manuseio e consumo dos legumes, frutas e verduras devem ser redobrados por conta do Coronavírus? qual recomendação para esses cuidados?</b></span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Diante da pandemia da Covid-19, é necessário repensar a maneira como consumimos, manuseamos e armazenamos alimentos. Deve-se fazer um planejamento de compras para evitar desperdícios.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">Ao chegar das compras ou receber as compras, é preciso higienizar as superfícies da cozinha onde serão manipulados ou guardados os alimentos, como bancada, pia, armário. Pode utilizar água e sabão ou o álcool 70%.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000">No caso dos alimentos in natura, como frutas, legumes, verduras e hortaliças, devem previamente lavados em água corrente e depois ser higienizados com solução clorada (uma colher de sopa de água sanitária para cada 1 litro de água). Deve-se deixar os alimentos mergulhados por cerca de 15 minutos. Depois, lavar em água potável. Após higiene, os alimentos in natura já podem ser consumidos. Caso contrário, é necessário guardá-los na geladeira/congelador em recipientes fechados para evitar contaminação. Nesse sentido, deve-se evitar comprar legumes e frutas já porcionados para consumo imediato (consumo cru/in natura).</span></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: right"><em><span style="color: #000000">Por: Jessie Silva</span></em></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="color: #000000"><b> </b></span></p>
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		<title>Entrevista com a pesquisadora do Hemoam Cristina Motta</title>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2020 21:57:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>Farmacêutica-Bioquímica com Especialização em Imunohematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas, Cristina Motta Ferreira [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/entrevista-com-pesquisadora-do-hemoam-cristina-motta/">Entrevista com a pesquisadora do Hemoam Cristina Motta</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://temporario.fapeam.am.gov.br">FAPEAM</a>.</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Farmacêutica-Bioquímica com Especialização em Imunohematologia pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Doutorado em Doenças Tropicais e Infecciosas, Cristina Motta Ferreira atua na Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) como pesquisadora nas linhas de Hematologia, Hemoterapia, Genética Microbiana e Epidemiologia Molecular. É também professora do Programa de Pós-graduação em Hematologia e coordenadora do Programa de Mestrado em Ciências Aplicadas à Hematologia.</p>
<div id="attachment_84639" style="width: 354px" class="wp-caption alignright"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Cristina-Motta-Ferreira-Hemoam-Fotos-erico-Xavier_-5.jpg"><img class="  wp-image-84639" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Cristina-Motta-Ferreira-Hemoam-Fotos-erico-Xavier_-5-1024x683.jpg" alt="Cristina Motta Ferreira Hemoam  - Fotos Érico Xavier_-5" width="344" height="229" /></a><p class="wp-caption-text">Cristina Motta- doutora em Doenças Tropicais Infecciosas</p></div>
<p style="text-align: justify">Em entrevista para a equipe do Departamento de Difusão do Conhecimento (Decon) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas, Cristina conta como foi o ingresso no campo científico e como a pesquisa está inserida no seu cotidiano.</p>
<p><strong>1- Como iniciou a sua trajetória na pesquisa científica?</strong></p>
<p>Durante a minha fase de estudante, desde a escola primária até a faculdade, sempre gostei de estudar e de pesquisar os trabalhos que os professores passavam. Meu interesse na pesquisa científica iniciou na faculdade, mas foi no mestrado que percebi que realmente me identificava com a pesquisa e que, por intermédio dela, poderia encontrar satisfação em exercer minha profissão e, ao mesmo tempo, desenvolver projetos que pudessem trazer avanços e melhorias para a área da saúde pública onde atuo e, assim, contribuíssem na busca de alternativas para a melhoria de qualidade de vida dos pacientes atendidos no SUS. Mesmo depois de tantos anos trabalhando ativamente na área da saúde, ainda estou convencida de que estão inseridas na pesquisa científica e na formação de recursos humanos  as respostas e soluções que podem fazer a diferença no sistema como um todo e, principalmente, na vida das pessoas.</p>
<p><strong>2-</strong> <strong>Sobre a presença</strong> <strong>a feminina na ciência como você avalia esse cenário?</strong></p>
<p style="text-align: justify">É fato que a presença feminina na pesquisa científica vem aumentando anualmente. Cada vez mais as cientistas estão deixando “suas marcas”, ampliando seu espaço em praticamente todas as áreas do conhecimento. Diversas mulheres já se destacaram na área da pesquisa, inclusive sendo premiadas com o Nobel. A participação feminina na coordenação de projetos sejam eles no âmbito regional, nacional e internacional, já é significativa – ressaltando que, no desenvolvimento de projetos de pesquisa, o importante é a união e o foco da equipe, independentemente do gênero – mas, acho também que sob a liderança das mulheres, o ambiente fica mais leve, confiante, seguro, compreensivo e dedicado.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>3-</strong><strong>Como você avalia a importância  da divulgação científica ?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Quanto mais pesquisadores tiverem espaço para falar sobre ciência de uma maneira descontraída e informal, ajuda a tirar mais um pouco a visão das pessoas de que a pesquisa científica é algo difícil de se executar ou que somente os privilegiados têm acesso a programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.  A divulgação, informando sobre o que é a pesquisa científica e os projetos executados, contribui para que mais pessoas se interessem em se tornar cientistas. Iniciativas como essa, na qual pesquisadoras do nosso estado têm a oportunidade de expressar suas sensações, opiniões e falar um pouco de suas áreas de atuação para outras pessoas, que não conhecem, sem dúvida já é um importante incentivo.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>4-</strong> <strong>Qual mensagem você deixa para quem pretende ingressar na área científica?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Para as pessoas que pretendem dedicar sua vida profissional atuando na pesquisa, posso dizer que não meçam esforços para atingir esse objetivo e não se deixem abater pelos momentos de dificuldades sejam quais forem. Não sei se podemos dizer que é uma mensagem, mas, quando estou com meus alunos, sempre digo que fazer pesquisa científica é trabalhoso, requer muita dedicação, estudo, caráter, responsabilidade e ética, mas que, no final de todo o trabalho, teremos a grande satisfação de ver que todos os nossos objetivos foram atingidos e que nossa contribuição  dada à ciência é muito grande!</p>
<p style="text-align: right">Por: Jessie Silva</p>
<p style="text-align: right">Fotos- Érico Xavier</p>
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		<title>Maria Teresa Piedade e sua trajetória na Ciência</title>
		<link>https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/pesquisadora-maria-teresa-piedade-desenvolve-pesquisas-voltadas-para-area-de/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2020 17:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>No dia 8 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher, uma data constituída pela Organização das Nações Unidas [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/pesquisadora-maria-teresa-piedade-desenvolve-pesquisas-voltadas-para-area-de/">Maria Teresa Piedade e sua trajetória na Ciência</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://temporario.fapeam.am.gov.br">FAPEAM</a>.</p>
]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="x_gmail-MsoCommentText" style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana, sans-serif">No dia 8 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher, uma data constituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. A data foi marcada por histórias de lutas femininas enfrentadas por muitos desafios e também muitas conquistas. Dados divulgados pela ONU mostram que as mulheres no Brasil com igual nível de ensino ou superior, têm renda 41,5% menor que os homens. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil ocupa a 79ª posição em respeito à igualdade de gênero.</span></p>
<div id="attachment_83556" style="width: 438px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Maria-Tereza-Fernandez-FOTOS-EX._.jpg"><img class="  wp-image-83556" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/03/Maria-Tereza-Fernandez-FOTOS-EX._-1024x683.jpg" alt="Maria Tereza Fernandez -  FOTOS EX._" width="428" height="285" /></a><p class="wp-caption-text">Dra. Maria Teresa Fernandez Piedade-pesquisadora do Inpa</p></div>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Para comemorar essa data, que é um marco histórico nada melhor do que homenagear a mulher que faz ciência. O Portal Fapeam conversou com a pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa),  <span class="mark363hx85mj">Maria</span> <span class="mark7nekoogcv">Teresa</span> Fernandez Piedade. </span></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Nascida na Espanha na  cidade de La Corunã, Teresa chegou ao Brasil com 5 anos de idade. <span class="mark363hx85mj">Maria</span> Tereza tem pós-doutorado com experiência na área de Ecologia em Áreas Inundáveis. A pesquisadora tem vários projetos  desenvolvidos  com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Confira a <span class="markxdjzzdv9q">entrevista</span> !</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="font-family: verdana, sans-serif">Comete como iniciou sua história com a pesquisa? </span></b></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: justify"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Sempre tive interesse pelas adaptações de organismos à água. Quando criança visitava o mar com regularidade, e sentia grande curiosidade e fascínio pela vegetação crescendo em locais tão instáveis como as restingas e a Mata Atlântica. Quando estava finalizando a graduação, já tinha feito um estágio de 2 anos estudando plantas aquáticas de uma represa, e sabia que queria fazer pesquisa científica. Naquele período, começaram a circular notícias da necessidade de professores em Universidades da Amazônia. Que sonho! Encaminhei os documentos para a Universidade Federal do Acre (Ufac) e fui contratada em 1977, quando teve início meu primeiro contato profissional com a região. Foi um grande desafio para uma jovem bióloga, praticamente recém-formada, casada e com um filho de apenas 3 anos. Ministrei diversas disciplinas no curso de Ciências Biológicas já para a primeira turma, e mantive um vínculo empregatício de 11 anos com a Ufac. Juntamente com outros jovens professores estruturei o embrião do Projeto Parque Zoobotânico daquela IES, que perdura até hoje. Foi uma experiência fantástica que guardo com profundo carinho. </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Mas eu ainda queria estudar as plantas superiores das margens dos rios! Finalmente, logrei esse intento, e fiz meu trabalho de mestrado analisando as interações entre as plantas e peixes no Arquipélago de Anavilhanas, Rio Negro. No doutorado, que conclui em 1988, estudei a produtividade e ecofisiologia de uma gramínea da várzea amazônica. Também nesse ano fui contratada pelo INPA. </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Ao longo do tempo fui expandindo minhas atividades para outros aspectos do manejo e ameaças aos ambientes alagáveis amazônicos e brasileiros e estabeleci múltiplas interações nacionais e internacionais. Coordeno um GP/CNPq, GP-MAUA (“Ecologia, monitoramento e uso sustentável de áreas úmidas”), que conta com cerca de 50 participantes, e o PELD-MAUA, a ele associado. Por meio dessa atuação orientei cerca de 150 alunos em diversos níveis que, para mim, é um dos maiores ganhos. Formar e interagir com jovens cientistas promove uma renovação constante e um grande dinamismo, fundamentais para a boa ciência e sua perpetuação. </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="font-family: verdana, sans-serif">Qual o foco principal das suas pesquisas? </span></b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Tenho particular interesse em estudos da vegetação que cresce nas margens dos rios (áreas úmidas e alagáveis), suas adaptações, crescimento e produção de biomassa sob condições de excesso e falta de água (por exemplo as respostas fotossintéticas e de tolerância à falta oxigênio), mas também interações da vegetação com animais (por exemplo o papel dos peixes na dispersão de sementes). Nesses ambientes, onde ocorre alagamento anual pela subida das águas dos rios, a vegetação é fundamental devido a seu papel de retenção de sedimentos e controle da descarga e fluxo dos rios, evitando assim os riscos de inundações naturais. Devido à elevada produção de biomassa e riqueza de espécies, essa vegetação fornece alimento para os animais terrestres e aquáticos e contribui aos ciclos hidrológicos e biogeoquímicos desses ambientes. Entretanto, como as áreas alagáveis vêm sofrendo crescente degradação pelo uso inapropriado, também tenho estudado os impactos provocados sobre essa vegetação pelo desmatamento, construção de hidrelétricas, poluição por petróleo, entre outros.</span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="font-family: verdana, sans-serif">Recentemente você foi eleita como membro titular da Academia Brasileira de Ciência (ABC) pode contar para gente sobre essa experiência?</span></b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">É uma grande honra e um enorme prazer receber esse reconhecimento dos meus pares, que conhecem os desafios de fazer ciência, em geral com recursos limitados e em ambientes complexos como os da Amazônia. Posso dizer que é um grande bônus porque faço o que gosto, então sinto imensa gratidão e alegria. Lembro, contudo, que é um trabalho de equipe que está sendo reconhecido por meio de minha nomeação. Todos os alunos, auxiliares, técnicos, ribeirinhos e gestores contribuem para que os trabalhos possam ser feitos nesta região com tantos desafios e distâncias continentais. Agradeço também a eles por isso. </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="font-family: verdana, sans-serif">Como você enxerga a participação da mulher na ciência, acha que houve um avanço? </span></b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Houve avanço, mas ainda há uma grande disparidade, especialmente nas áreas de exatas, mas também na área ecológica. Analisando dados disponíveis na Plataforma Lattes-CNPq para os anos de 2013 e 2014, dos 194 bolsistas de Produtividade da área de Ecologia do período, 68 (35%) eram mulheres e 126 (65%) homens. Assim, embora haja grande ingresso de mulheres, os números não guardam correspondência nos níveis hierárquicos superiores, tanto no ponto de vista meritocrático, quanto em termos de ascensão a cargos de chefia na gestão científica.  </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><b><span style="font-family: verdana, sans-serif">E para encerrar que mensagem você pode deixar às mulheres? </span></b></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">Do conjunto de alunos de diferentes níveis (mestrado, doutorado, pós-doutorado, iniciação científica e  bolsistas de outras modalidades) que orientei até o momento, mais de 70% são mulheres. Ou seja, na área de ecologia na qual atuo, com intenso e árduo trabalho de campo, mais mulheres trabalham e com muito sucesso e determinação. Assim, os números demonstram claramente que as mulheres superam ao longo de sua formação as dificuldades e desafios dos trabalhos das diversas fases do processo. Na verdade, segundo dados da COEX/INPA, dos 467 alunos matriculados em cursos de pós-graduação no INPA em 2020, 265 (56,7%) são mulheres.  </span></p>
<p class="x_MsoNormal"><span style="font-family: verdana, sans-serif">É indubitável que houve avanços recentes, em particular em algumas áreas de conhecimento, mas ainda predomina uma cultura com inclinação machista, que dificulta o acesso de mais mulheres a patamares profissionais compatíveis com sua capacidade intelectual. Esse é nosso desafio e temos que conquistar esse espaço!</span></p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: right">Por: Jessie Silva</p>
<p class="x_MsoNormal" style="text-align: right">Fotos: Érico Xavier</p>
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		<title>Campanha Fevereiro Laranja faz alerta sobre combate à leucemia</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Feb 2020 17:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Jessie Silva]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>A campanha Fevereiro Laranja reforça a importância sobre a conscientização para a prevenção, diagnóstico e combate à leucemia, um tipo [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A campanha Fevereiro Laranja reforça a importância sobre a conscientização para a prevenção, diagnóstico e combate à leucemia, um tipo de câncer do sangue. A doença afeta os glóbulos brancos do sangue conhecidos como leucócitos, ocasiona a produção de células doentes na medula óssea e, consequentemente, prejudica a imunidade do paciente provocando possíveis infecções.</p>
<p style="text-align: justify;">Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) recebeu recursos por meio do Programa de Apoio à Consolidação das Instituições Estaduais de Ensino e/ou Pesquisa (Pró-Estado) e Programa Estratégico de Ciência, Tecnologia &amp; Inovação nas Fundações de Saúde do Amazonas (Pecti/AM-Saúde) para o desenvolvimento de projetos de adequação e ampliação de laboratório de genômica humana aplicada à pesquisa de doenças do sangue, ampliação da infraestrutura para suporte à Pesquisa e Ensino e Desenvolvimento de Novas Tecnologias na Área da Hematologia.</p>
<p style="text-align: justify;">Para falar sobre o assunto o Portal da Fapeam conversou com o médico hematologista e diretor-clínico da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam), Nelson Fraiji.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é leucemia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É um tipo de câncer no sangue que ocorre em crianças e adultos. É uma doença de prognóstico reservados e ruins se não tratados, mas tem tratamento e muitos pacientes se curam dessa doença.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais sintomas indicam que o paciente deve procurar ajuda médica imediatamente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em geral, a doença se apresenta clinicamente como uma anemia. A anemia provoca fraqueza, tontura, cansaço aos esforços e, a anemia pode ser causada por muitos fatores, mas além da anemia se soma uma febre devido a uma infecção e algumas hemorragias pontuais na pele, pontos hemorrágicos visíveis como se fosse uma picada de mosquito principalmente nas pernas e algumas manchas de sangue na pele, sangramento na gengiva ou no nariz. Essa tríade (anemia, febre e alguma manifestação de hemorragia discreta), mas nem sempre as três manifestações aparecem juntas. Existe a possibilidade de leucemia em recém-nato, provavelmente já houve uma transformação da célula no útero, mas é muito raro. Há um pico de frequência da doença na idade de cinco anos e, depois nos adultos começa a crescer a medida que há o progredir da vida. Então, pode ter leucemia do início ao fim da vida de uma pessoa.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A leucemia pode ser confundida com outra doença e prejudicar o diagnóstico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes! Ela começa com uma anemia e, muitas vezes essa anemia é pensada ser de outra causa e é tratada como outra causa. Nós perdermos e, quando o médico reconhece essa doença ela está avançada e muitas vezes sem tempo de tratamento. É uma doença grave, fatal e de evolução rápida para a morte. Se não houver um diagnóstico precoce, a evolução sendo rápida sem tratamento, a pessoa pode falecer entre quatro a cinco semanas. Por isso, a preocupação é fechar o diagnóstico e oferecer as chances de tratamento. O diagnóstico de suspeição não precisa de muita sofisticação, mas de um médico atento e um sistema que esteja aberto a atender às pessoas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Tem como prevenir a leucemia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não existe possibilidade de prevenção. Obviamente tudo que nós fazemos desregradamente na nossa vida tem implicação, por exemplo, fumar, ser um etilista inveterado, usar drogas ilícitas, viver em ambiente insalubre tem consequências. A leucemia do ponto de vista da investigação científica tem como origem provavelmente uma infecção viral no passado, contato com substâncias agressivas para as células do sangue, por exemplo, os solventes (gasolina, produtos derivadas do petróleo, defensivos agrícolas) isso tudo do ponto de vista dos estudos prévios podem mudar a célula e causar leucemia, mas no indivíduo em particular não é possível identificar o que foi que causou. Então, nessa reposta é vida saudável, praticar exercícios, não fumar, não beber, isso melhora a vida em muitos aspectos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais tratamentos são indicados para a leucemia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O tratamento tem várias modalidades. Começa sempre com quimioterapia que é um conjunto de remédios que são bastante fortes do ponto de vista dos efeitos sobre a pessoa. No mais são eficazes no controle inicial da doença. Se esse tratamento quimioterápico controlar inicialmente a doença o tratamento é feito por ele, em média, por dois anos. Além dele você pode somar o transplante de medula, imunoterapia e radioterapia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quais as chances de cura?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Entre as crianças (faixa etária de 0 a 11 anos) se diagnosticadas precocemente tem chance de cura de 50% a 70%. O adulto, a medida que vai envelhecendo a chance de cura reduz e vai de 60% a 30%.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Qual a importância do fomento da Fapeam para a qualidade do diagnóstico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com o apoio financeiro da Fapeam implantamos laboratórios genéticos, de biologia molecular e projetos de pesquisa que estão nos ajudando a melhorar a qualidade do diagnóstico e, que já estão se refletindo na melhoria do tratamento dos pacientes. Nós introduzimos no Hemoam tecnologias genéticas de identificação de mutações que estão em processo de desenvolvimento. No diagnóstico de leucemia nós utilizamos tecnologias muito avançadas porque não existe um tipo de leucemia existem dezenas de leucemias e, uma em particular, um tipo especial de leucemia pode ter variáveis genéticas de mutação que indicaria para nós, quando identificadas essas alterações genéticas, que aquele paciente vai responder ou não ao tratamento e essa informação é muito importante para nós planejarmos o tratamento e aumentarmos a chance de cura do paciente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Onde se deve procurar ajuda especializada para que se defina a melhor rota terapêutica?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esses problemas que não caracterizam urgência e emergência tem que começar no posto de saúde ou na casinha que é a primeira instância da assistência. Quando o médico que está avaliando o paciente verifica a gravidade do problema ele entra no sistema. Eu quero destacar um compromisso e a ação que o Hemoam faz quando nós identificamos que o paciente tem uma leucemia aguda. Com 48h ele tem diagnóstico feito e está internado fazendo o seu tratamento. Esse resultado em relação à identificação de uma leucemia e o tempo do tratamento são poucas as instituições no Brasil que fazem. Nós entendemos que a precocidade do início do tratamento neste tipo de doença é fundamental para o paciente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Casos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 2019, o Hemoam registrou 152 novos casos de leucemia. Desse total 60 são de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos. Os outros 92 casos foram de adultos. O Hemoam também atendeu pacientes do interior do Amazonas, representando 40% dos casos e, pacientes de outros estados, sendo dois de Roraima (RR), um de Porto Velho (RO) e um do Pará (PA).</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: right;">Por: Helen de Melo e Érico Xavier</p>
<p style="text-align: right;">Fotos: Érico Xavier</p>
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		<title>Negócio inovador: empreendedor fala sobre sua trajetória e apoio da Fapeam</title>
		<link>https://temporario.fapeam.am.gov.br/entrevistas/negocio-inovador-empreendedor-fala-sobre-sua-trajetoria-e-apoio-da-fapeam-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jan 2020 14:47:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Esterffany Martins]]></dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[<p>O fomento à tecnologia e o empreendedorismo inovador para fortalecer o ecossistema de inovação faz parte de uma das linhas [&#8230;]</p>
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				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-203.jpg"><img class="  wp-image-82762 aligncenter" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-203-1024x683.jpg" alt="Jorge Carlos Seco - Warabu- Fotos Erico X-203" width="333" height="223" /></a></p>
<p style="text-align: justify">O fomento à tecnologia e o empreendedorismo inovador para fortalecer o ecossistema de inovação faz parte de uma das linhas de ação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). O empreendedor Jorge Carlos Seco Neves sabe como esta modalidade tem beneficiado pessoas no Amazonas e contribuído para alavancar negócios inovadores no Estado. Ele teve dois projetos aprovados nos Programas Tecnova/AM, edital N°025/2013, e no Pappe Integração, edital N°007/2017, ambos executados pela Fapeam em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep),</p>
<p style="text-align: justify">Nascido em Portugal, Jorge mora há 12 anos em Manaus, e iniciou no ramo de panificação portuguesa na feira da Eduardo Ribeiro, no centro. Mas, foi com produtos elaborados a partir de insumos da floresta amazônica que viu a oportunidade de inovar no mercado e expandir seu negócio. Em entrevista para a equipe de comunicação da Fapeam, o empresário conta como foi o início da sua trajetória, importância do fomento da Fapeam e dicas para quem pretende empreender. Boa leitura!</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Como iniciou sua trajetória profissional e o interesse em empreender?</strong></p>
<div id="attachment_82790" style="width: 310px" class="wp-caption alignright"><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-100-1.jpg"><img class="  wp-image-82790" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-100-1-1024x683.jpg" alt="Jorge Carlos Seco - Warabu- Fotos Erico X-100 (1)" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Chocolate produzido com insumos da floresta amazônica</p></div>
<p style="text-align: justify">Em 2010, criei a empresa Sabores de Tradição, em Manaus. O impacto do empreendedorismo no mundo inteiro era grande, principalmente no que se refere às mudanças no mercado, que se tornou mais competitivo. Resolvi ingressar no setor alimentício, usando uma grande variedade de frutas, raízes, sementes e ervas da Amazônia, que não existem em qualquer lugar do mundo, e as incorporando em novos produtos como, por exemplo, com um chocolate amazônico, orgânico, sustentável, respeitando e valorizando as comunidades da floresta.</p>
<p><strong>Quando iniciou sua relação com a Fapeam?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Minha relação com a Fapeam iniciou 2015 com um projeto submetido pelo programa Tecnova/AM  chamado “Pães Inovadores com insumos Amazônicos e funcionais”, cuja finalidade é utilizar produtos feitos a partir das fibras do caroço do açaí e do ouriço da castanha como opções para dietas alimentares de pessoas com restrição a glúten, lactose ou gordura. Em 2018 iniciei outro projeto que está em andamento chamado “<em>Warabu Bean To Bar</em> Chocolate da Floresta Amazônica”, do Pappe Integração. A proposta tem o objetivo de inovar na produção de barras de chocolate usando matéria-prima da região com extratos naturais de frutas como, por exemplo, camu-camu, açaí, mangarataia, guaraná, puxuri, cumaru, entre outros.</p>
<p><strong>Atualmente onde funciona sua empresa e de que forma seus produtos são disponibilizados para o mercado?</strong></p>
<p><a href="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-143.jpg"><img class="  wp-image-82791 alignleft" src="https://temporario.fapeam.am.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Jorge-Carlos-Seco-Warabu-Fotos-Erico-X-143-1024x611.jpg" alt="Jorge Carlos Seco - Warabu- Fotos Erico X-143" width="302" height="180" /></a></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify">A empresa está localizada no Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial (Cide). Nós atendemos clientes aqui, mas queremos expandir, por isso estamos na fase de pré-lançamento de lojas gourmet em Shoppings .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Seus produtos são comercializados  em outras cidades do Brasil? </strong></p>
<p>O projeto tem como objetivo comercializar os produtos para os Estados Unidos, União Europeia e também cidades do Brasil, ainda não está em prática devido o processo de certificação ser demorado e burocrático.  A  venda de produtos está sendo feita somente em Manaus, por enquanto.</p>
<p><strong>Como você avalia a importância da Fapeam para o incentivo ao empreendedorismo de inovação em nosso estado</strong>?</p>
<p>Comparo a Fapeam como uma flecha em direção ao alvo, pois gera resultados expressivos para o desenvolvimento da nossa região e até de nosso País, devido o incentivo para empreendedores trabalharem com os próprios recursos do Estado, valorizando assim a Amazônia.</p>
<p><strong>Para finalizar nossa conversa, qual dica você pode deixar para quem pretende iniciar o empreendedorismo inovador?</strong></p>
<p>Procurar por informações sobre programas de empreendedorismo, analisar órgãos que ajudem na iniciação empresarial, estudar o governo atuante, sempre trabalhar hoje, porém, pensando no amanhã. É importante participar de palestras e congressos que falem sobre empreendedorismo e conseguir parcerias promissoras.</p>
<p style="text-align: right">Por: Jessie Silva</p>
<p style="text-align: right">Fotos: Érico Xavier</p>
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